Pressupostos são hipóteses que precisamos admitir antecipamente para
que possamos aceitar ou compreender as teorias que delas decorrem. Eles são o ponto de partida para justificar as abordagens adotadas.
Para optar entre uma ou outra linha de pensamento é necessário antes de
mais nada estabelecer concordância com eles.
Quando comparamos o modelo Ágil com o Waterfall eu acredito em quatro pressupostos básicos sobre a qual precisamos nos posicionar antes de partir para uma ou outra abordagem.
São eles:
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Waterfall |
Agile |
Sobre a natureza das atividades de desenvolvimento de software
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Produção taylorista
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Criação colaborativa
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| Sobre o modelo de qualidade |
Seguir especificações |
Satisfazer usuários e clientes |
| Sobre a forma de organizar as pessoas |
Grupos de Trabalho |
Times de Projeto |
| Sobre o modelo de gestão |
Gestão de escopo fixo |
Gestão de escopo variável |
Afinal, software deve ser produzido de modo fabril ou criado
colaborativamente? Para ter qualidade ele deverá seguir rigidamente
especificações pré-acordadas ou ser capaz de satisfazer os anseios e
necessidades de usuários e clientes? Como devemos organizar as pessoas?
Por meio de um grupo de trabalho com tarefas pré-definidas em um
processo controlado? ou criando times de projeto com liberdade para
definir e otimizar o seu próprio modelo de trabalho?
Talvez a pior escolha, nesse caso, seja não fazer uma escolha. O modelo
teórico que vai embasar as suas práticas de trabalho será decorrente
dessa escolha. Há uma conexão direta entre esses pressupostos, os
princípios que lhe endereçam, e aquilo que precisamos praticar no
dia-a-dia para implantá-los. Quando não há rigidez na escolha do
conjunto adequado de pressupostos, o modelo teórico adotado se
enfraquece, as práticas anulam-se umas às outras e os riscos de
insucesso aumentam.